Talvez os jogadores precisem entrar mais ligados em campo, pois apenas 221 vezes a rede foi balançada nos primeiros 45 minutos. Inclusive, eles não veem a hora de voltar ao vestiário, pois míseros quatro tentos foram convertidos nos acréscimos da etapa inicial. Por outro lado, a força de vontade está presente, já que 24 gols aconteceram nos instantes finais do jogo.
A forma mais comum de mexer no placar foi do jeito mais fácil: com o pé e dentro da área. 274 vezes isso aconteceu. De longe, foram apenas 52 tentos, contra 111 de cabeça, 38 de pênalti e quatro de jeitos, digamos, incomuns, como a bicicleta de Leandro Damião contra o Flamengo ou a coxa de Rivaldo no duelo com o Atlético-PR.
Sem o sérvio Petkovic, que se aposentou nesta temporada e disputou apenas o primeiro tempo de Flamengo e Corinthians, não houve nenhum gol olímpico no campeonato. Sua presença também foi sentida nas cobranças de falta. Apesar de haver jogadores como Marcos Assunção e Ronaldinho Gaúcho, apenas 15 vezes o resultado da infração foi o fundo das redes.
Naturalmente, os times da casa tendem a atacar mais e marcaram 297 vezes, contra apenas 203 dos visitantes.
Brasileirão, cada vez mais perdendo o brilho, cada vez mais decepcionante.Naturalmente, os times da casa tendem a atacar mais e marcaram 297 vezes, contra apenas 203 dos visitantes.
Isso acontece, porque estamos perdendo nossos grandes atacantes para os times europeus, como Pato, Robinho entre outros, e quando esses jogadores não estão mais rendendo, voltam para o Brasil como esperança para os times que os formou ao futebol, mais essa esperança acaba quando começa as competições e os clubes veem que o jogador que foi não voltou como antes, artilheiro e com um faro de gol apurado.
Veja o caso do Adriano, que voltou ao Flamengo depois de ter brilhado na Itália, mais no Rio não fez o esperado, então voltou a Itália e não rendeu também, ai resolveu voltar e procurar uma clínica de recuperação. Não temos só o caso do Adriano, temos também Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Luis Fabiano (Ainda não reestreou) entre outros grandes jogadores que foram vendidos e recomprados por milhões e milhões de reais e não rendem o esperado.
O que desvaloriza o futebol nacional, afastando os torcedores das arquibancadas.
Os clubes deixam de se valorizar, para valorizar outros clubes do exterior.



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