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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Primeiro turno tem 500 gols e segunda pior média dos pontos corridos


Com os clássicos do último final de semana, o Campeonato Brasileiro  de 2011 chegou a 19 rodadas, o equivalente ao primeiro turno. Daqui para frente, os mesmos jogos vão ser realizados com mandos invertidos. Para este torneio não entrar na história com a segunda pior média de gols dos pontos corridos, os atacantes precisam calibrar o pé.
Em 190 jogos, os times brasileiros fizeram 500 gols. A média de 2,63 por jogo só supera a do ano passado (2,57) e está muito longe da melhor, em 2005 (3,13). O ataque mais frutífero do torneio é o do Flamengo, que marcou em 33 oportunidades, média de 1,73. Se a mantiver, iguala o poderio ofensivo do São Paulo de 2006, mas fica atrás de todos os outros melhores ataques de 2003 para cá.
Talvez os jogadores precisem entrar mais ligados em campo, pois apenas 221 vezes a rede foi balançada nos primeiros 45 minutos. Inclusive, eles não veem a hora de voltar ao vestiário, pois míseros quatro tentos foram convertidos nos acréscimos da etapa inicial. Por outro lado, a força de vontade está presente, já que 24 gols aconteceram nos instantes finais do jogo.
A forma mais comum de mexer no placar foi do jeito mais fácil: com o pé e dentro da área. 274 vezes isso aconteceu. De longe, foram apenas 52 tentos, contra 111 de cabeça, 38 de pênalti e quatro de jeitos, digamos, incomuns, como a bicicleta de Leandro Damião contra o Flamengo ou a coxa de Rivaldo no duelo com o Atlético-PR.
Sem o sérvio Petkovic, que se aposentou nesta temporada e disputou apenas o primeiro tempo de Flamengo e Corinthians, não houve nenhum gol olímpico no campeonato. Sua presença também foi sentida nas cobranças de falta. Apesar de haver jogadores como Marcos Assunção e Ronaldinho Gaúcho, apenas 15 vezes o resultado da infração foi o fundo das redes.

Naturalmente, os times da casa tendem a atacar mais e marcaram 297 vezes, contra apenas 203 dos visitantes.
Brasileirão, cada vez mais perdendo o brilho,  cada vez mais decepcionante.


Isso acontece, porque estamos perdendo nossos grandes atacantes para os times europeus, como Pato, Robinho entre outros, e quando esses jogadores não estão mais rendendo, voltam para o Brasil como esperança para os times que os formou ao futebol, mais essa esperança acaba quando começa as competições e os clubes veem    que o jogador que foi não voltou como antes, artilheiro e com um faro de gol apurado.

Veja o caso do Adriano, que voltou ao Flamengo depois de ter brilhado na Itália, mais no Rio não fez o esperado, então voltou a Itália e não rendeu também, ai resolveu voltar e procurar uma clínica de recuperação. Não temos só o caso do Adriano, temos também Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Luis Fabiano (Ainda não reestreou) entre outros grandes jogadores que foram vendidos e recomprados por milhões e milhões de reais e não rendem o esperado.

O que desvaloriza o futebol nacional, afastando os torcedores das arquibancadas.
Os clubes deixam de se valorizar, para valorizar outros clubes do exterior.

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